Luto na Cultura - artistas e povo se despedem do Mestre
                                                                                                                                              Foto: Marcos Carvalho
Desde ontem que são inúmeras as manifestações de pesar pela viagem do Mestre Antonio, pifeiro, dançarino e imitador de animais da Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto. Ele estava há quase 20 dias internado no Hospital Regional do Cariri em consequência de um Acidente Vascular Cerebral, mas ontem fechou os olhos para a vida na terra.
Na casa humilde localizada no também humilde bairro da Batateira a movimentação é intensa desde o começo da tarde com intelectuais, profissionais da imprensa, amantes da cultura de raiz e curiosos para dar o último adeus ao Mestre.
Em frente à residência onde o corpo está sendo velado, o Mestre Raimundo recebia a todos com a simplicidade que lhe é peculiar. Contou alguns fragmentos do dia a dia com o irmão. Relembrou os tempos de criança quando a mãe dizia que não mexessem muito com o menino Antonio porque ele era meio impilicado.  “Antonio era muito animado, brincalhão e o maior tocador de pife que conheci. Igual a ele não existe, não existia, né, porque agora partiu. Na vida é assim mesmo. Tem o soldado e quando ele fala a gente tem que obedecer. Jesus é um soldado. Ele chama a gente tem que ir. Não tem jeito", comentou já saudoso o mestre, buscando a “conformação” com a morte do irmão que ele carinhosamente chamava de negão.
A secretária de Cultura de Juazeiro do Norte, Marli Bezerra, esteve no começo da noite na casa do mestre Antonio. Ela lamentou a morte do artista popular, afirmando que é uma grande perda para a nossa cultura e disse que Juazeiro do Norte também se solidariza com a família e amigos neste momento de dor. O governador do Estado Camilo Santana divulgou nota de pesar pela morte do Mestre Aniceto e decretou luto oficial por três dias.

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