Fontes do Cariri: COGERH avança nos estudos de monitoramento de vazão


Conhecer e mensurar a disponibilidade e a qualidade das fontes na região do Cariri é o objetivo do estudo em andamento capitaneado pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh). A iniciativa dialoga com a observação da população local, cujo olhar diário indica uma possível diminuição da vazão das fontes nos últimos anos. Os resultados consolidados serão divulgados em março deste ano, após dois anos de estudos em campo.
O resultados da pesquisa contemplam o cadastramento de usuários e a medição da vazão das fontes, além de análises sobre a qualidade da água. Resultados preliminares mapearam 496 usuários de 80 fontes outorgadas. “Baseado nestes resultados vamos ter conhecimento para gerenciar melhor as fontes da região”, comenta Davi Pereira, geógrafo da Companhia. De acordo com ele, a partir do cadastramento é possível avaliar a situação real do uso das fontes, garantindo uma retirada sustentável de água.
A pesquisa trará benefícios tanto para o poder público como para os usuários. A perspectiva é que o estudo apresente um levantamento de disponibilidade de água das 80 fontes pesquisadas, projetando políticas de gestão mais assertivas no uso dos recursos hídricos da região.
As fontes passaram por uma análise gradativa das vazões, divididas em 6 campanhas de medição feitas num período de 2 anos. “Por se tratar de formações importantes para o abastecimento da região, é de fundamental importância a execução desse estudo”, explica a gerente de Estudos e Projetos da Cogerh, Zulene Almada.
A região do Cariri é essencialmente abastecida por água subterrânea, incluindo as fontes, cujas águas abastecem cerca de 600 mil habitantes da porção mais ao Sul do Ceará.
A área de estudo abrange vários territórios do Ceará. Os municípios contemplados na pesquisa são: Barbalha, Brejo Santo, Crato, Jardim, Missão Velha, Nova Olinda, Porteiras, e Santana do Cariri.
A qualidade da água das fontes também foi levada em consideração na pesquisa. Fatores como pH, temperatura e Sólidos Totais Dissolvidos (STD) foram medidos em campanhas de campo. Já as análises bacteriológicas (coliformes totais e Escherichia coli) foram realizadas em laboratório, assim como análises de níveis de nitrato, nitrito e amônia. “O fato de a água subterrânea, incluindo as fontes, ser uma das principais formas de abastecimento da região indica o quanto esses dados são importantes. Por isso a gente precisa dessas informações. Não apenas enquanto órgão gestor, mas também para a segurança hídrica da localidade”, explica Zulene.
Fonte: Governo do Estado

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